Não me apropriei das tuas convenções,
Não desejei tua vinda na calada da noite,
Me senti desabrigada em tuas mãos.
No solstício, tua sombra penetrou, mudando a cor do céu,
Enlouquecendo a inocência de uma criança,
Arrancando suspiros e o medo de seu primeiro amor.
Tragada foi minha alma pelo desespero que me causou.
Tua ausência me incomoda e tua presença me seca os ossos.
Te procuro.
Onde estás Cielo? Onde estás imortal?
São apenas sonhos transformados em versos, sonhos estes que poderiam se transformar em realidade.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Hope
Meus soluços entre-abertos, já não são mais ouvidos à distância.
Engoli todo o medo e me prendi à correntes inquebráveis.
Longos e curtos pesadelos, sonhos raros e frágeis.
A ignorância de muitos se desperta,
E é nos buracos inabitáveis que encontro refúgio.
Sendo chamada para fora, por gritos silenciosos.
Com a esperança de um dia coexistir ilusão em um mundo surreal,
Inspirada por nossos próprios corações afastados.
Em outras vidas nos reencontramos de novo e de novo,
Reconstruindo o que não foi terminado.
Engoli todo o medo e me prendi à correntes inquebráveis.
Longos e curtos pesadelos, sonhos raros e frágeis.
A ignorância de muitos se desperta,
E é nos buracos inabitáveis que encontro refúgio.
Sendo chamada para fora, por gritos silenciosos.
Com a esperança de um dia coexistir ilusão em um mundo surreal,
Inspirada por nossos próprios corações afastados.
Em outras vidas nos reencontramos de novo e de novo,
Reconstruindo o que não foi terminado.
Caminho
"Tenho sonhos cruéis; n'alma doente
Sinto um vago receio prematuro.
vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente...
Saudades desta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir-me o coração dum véu escuro!...
Porque a dor, esta falta d'harmonia,
Toda a luz desgrenhada que alumia
As almas doidamente, o céu d'agora,
Sem ela o coração é quase nada:
Um sol onde expirasse a madrugada,
Porque é só madrugada quando chora."
Sinto um vago receio prematuro.
vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente...
Saudades desta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir-me o coração dum véu escuro!...
Porque a dor, esta falta d'harmonia,
Toda a luz desgrenhada que alumia
As almas doidamente, o céu d'agora,
Sem ela o coração é quase nada:
Um sol onde expirasse a madrugada,
Porque é só madrugada quando chora."
Lembrança de morrer
" Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura.
A flor do vale que adormece ao vento
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poente caminheiro
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como o desterro de minh'alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade - é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade - e dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe! Pobre coitada
Que por minha tristeza te definhas!
De meu pai... de meus únicos amigos,
Poucos - bem poucos - e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoidecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.
Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo...
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
- Foi poeta - Sonhou - e amou na vida -
Sombras do vale, noites da montanha,
Que minh'alma cantou e amava tanto,
Projetei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
Mas quando preludia ave d'alvorada
E quando à meia noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos...
Deixai a lua prantear-me a lousa! "
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura.
A flor do vale que adormece ao vento
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poente caminheiro
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como o desterro de minh'alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade - é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade - e dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe! Pobre coitada
Que por minha tristeza te definhas!
De meu pai... de meus únicos amigos,
Poucos - bem poucos - e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoidecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.
Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo...
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
- Foi poeta - Sonhou - e amou na vida -
Sombras do vale, noites da montanha,
Que minh'alma cantou e amava tanto,
Projetei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
Mas quando preludia ave d'alvorada
E quando à meia noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos...
Deixai a lua prantear-me a lousa! "
Dia Cinza
Minha visão enlameada, muitas vezes turva, persegue as sombras na calçada.
Sem um teto fixo, brincam brindando a vida,
E eu quieta, me comprimo mais.
Por fim, deitando no gramado, observo o formato das nebulosas tormentas.
Já não sei o que mais me aflige, o que me dói a alma.
Prossigo como fui enviada, só e servil.
Mansa para todos, melancólica para alguns.
Sem um teto fixo, brincam brindando a vida,
E eu quieta, me comprimo mais.
Por fim, deitando no gramado, observo o formato das nebulosas tormentas.
Já não sei o que mais me aflige, o que me dói a alma.
Prossigo como fui enviada, só e servil.
Mansa para todos, melancólica para alguns.
Amor e Medo
" No fogo vivo eu me abrasara inteiro!
Ébrio e sedento na fugaz vertigem
Vil, machucara com meu dedo impuro
As pobres flores da grinalda virgem!
Vampiro infame, eu sorveria em beijos
Toda a inocência que teu lábio encerra,
E tu serias no lascivo abraço
Anjo enlodado nos pauis da Terra.
...........................................................
Se de ti fujo é que te adoro e muito,
És bela - eu moço; Tens amor, eu - medo! ...."
Ébrio e sedento na fugaz vertigem
Vil, machucara com meu dedo impuro
As pobres flores da grinalda virgem!
Vampiro infame, eu sorveria em beijos
Toda a inocência que teu lábio encerra,
E tu serias no lascivo abraço
Anjo enlodado nos pauis da Terra.
...........................................................
Se de ti fujo é que te adoro e muito,
És bela - eu moço; Tens amor, eu - medo! ...."
domingo, 29 de julho de 2012
Confusão
Seus olhos com tons emaranhados, buscam os meus olhos que perseguem os teus gentilmente.
E de repente os aromas se misturam... Formaram um perfume delicado.
Junto com o desejo, minhas mãos envolvem as suas, que se deixam levar pelo compasso...
Sua respiração deixa a minha ofegante,
Sem destino, navego em um oceano claro.
O medo começa a desaparecer em um contorno vermelho.
E o final se completa com um beijo longo e profundo, confuso, nostálgico...
Em meio a sorrisos e olhares pesados, me despeço com a verdade ao meu lado...
E de repente os aromas se misturam... Formaram um perfume delicado.
Junto com o desejo, minhas mãos envolvem as suas, que se deixam levar pelo compasso...
Sua respiração deixa a minha ofegante,
Sem destino, navego em um oceano claro.
O medo começa a desaparecer em um contorno vermelho.
E o final se completa com um beijo longo e profundo, confuso, nostálgico...
Em meio a sorrisos e olhares pesados, me despeço com a verdade ao meu lado...
sábado, 16 de junho de 2012
Incerto
No auge sereno de um rosto tão gentil,
Me perdi em encantos celestes e vorazes,
Que a brisa de um Outono frio me trazia.
Divina como a noite, e radiante como o dia,
Mistura de atração e repulsão.
Arrepia-me a pele, teu cheiro natural.
Impulsos presos em emoções frias.
Decidida a fazer silêncio, em histórias de livros sem fim.
Contanto os minutos do relógio, pelo amanhecer que fenece aos domingos.
Esperando por novas paisagens, novas páginas encantadas, de seus sussurros adormecidos.
Me perdi em encantos celestes e vorazes,
Que a brisa de um Outono frio me trazia.
Divina como a noite, e radiante como o dia,
Mistura de atração e repulsão.
Arrepia-me a pele, teu cheiro natural.
Impulsos presos em emoções frias.
Decidida a fazer silêncio, em histórias de livros sem fim.
Contanto os minutos do relógio, pelo amanhecer que fenece aos domingos.
Esperando por novas paisagens, novas páginas encantadas, de seus sussurros adormecidos.
Lhe dedico
Como é bonito o brilho de tua imperfeição...
Tão serena e tão amável como os raios da Aurora.
Suas cores enfeitam o cinza da praça, e faz cair a chuva de verão.
Desvendar teu jeito é como querer entender o por quê da chuva cair, o por quê do dente-de-leão se desmanchar com um sopro...
É algo natural, não tem explicação.
És metáfora em forma de canção...
Com passos lentos, faz-se o laço interminável, infinito, inquebrável...
Uma sinfonia indecifrável, composta de sedução.
Palavras doces saem de sua boca, criatura esta inestimável...
Envaidecida por carinhos e abraços inexistentes, faz-se brotar um sorriso bobo no canto dos lábios.
Um ciclo infinito, de ternura e compaixão.
Tão serena e tão amável como os raios da Aurora.
Suas cores enfeitam o cinza da praça, e faz cair a chuva de verão.
Desvendar teu jeito é como querer entender o por quê da chuva cair, o por quê do dente-de-leão se desmanchar com um sopro...
É algo natural, não tem explicação.
És metáfora em forma de canção...
Com passos lentos, faz-se o laço interminável, infinito, inquebrável...
Uma sinfonia indecifrável, composta de sedução.
Palavras doces saem de sua boca, criatura esta inestimável...
Envaidecida por carinhos e abraços inexistentes, faz-se brotar um sorriso bobo no canto dos lábios.
Um ciclo infinito, de ternura e compaixão.
domingo, 10 de junho de 2012
A saudade ainda é a mesma...
Talvez o que eu sinta não possa ser expressado por meras palavras avulsas...
O que eu sinto seria uma mistura de dor, angustia, remorso, e tristeza...
Dói saber que tudo não passou de mera ilusão do destino...
Sensações de abandono me corroem a espinha...
O frio vem me procurar a noite, e fica sem minha permissão pela manhã...
Nem as lágrimas se atrevem a cair...
Simplesmente há este incômodo em meu peito, que não desata o nó na garganta feito, que não me deixa ao menos respirar...
As palavras te cegaram?
Provei, enfrentei e matei todos os meus medos... Só deixei um escapar....
E por ter escapado, me tirou o que eu tinha de mais precioso... Você.
Pretendes continuar me machucando com o teu ingrime silêncio?
Até o meu próprio me consome...
E nada mais tenho a fazer, do que ficar te esperando em frente aquela janela...
Talvez com a esperança que não existe, de te ver voltar.
O que eu sinto seria uma mistura de dor, angustia, remorso, e tristeza...
Dói saber que tudo não passou de mera ilusão do destino...
Sensações de abandono me corroem a espinha...
O frio vem me procurar a noite, e fica sem minha permissão pela manhã...
Nem as lágrimas se atrevem a cair...
Simplesmente há este incômodo em meu peito, que não desata o nó na garganta feito, que não me deixa ao menos respirar...
As palavras te cegaram?
Provei, enfrentei e matei todos os meus medos... Só deixei um escapar....
E por ter escapado, me tirou o que eu tinha de mais precioso... Você.
Pretendes continuar me machucando com o teu ingrime silêncio?
Até o meu próprio me consome...
E nada mais tenho a fazer, do que ficar te esperando em frente aquela janela...
Talvez com a esperança que não existe, de te ver voltar.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Abracei o gelo e corri para espinhos...
Água e Fogo juntos, dois elementos distintos e semelhantes.
Um queima até se apagar... O outro esfria até congelar...
De quem estou falando? Se misturaram...
Caíram em abraços, derreteram-se em beijos, morreram com olhares.
Bebendo o néctar das flores, provando o amargo mel doce.
Assim se chocaram...
Pedaços de gelo caíram sobre a terra, o frio agora queimava...
Um queima até se apagar... O outro esfria até congelar...
De quem estou falando? Se misturaram...
Caíram em abraços, derreteram-se em beijos, morreram com olhares.
Bebendo o néctar das flores, provando o amargo mel doce.
Assim se chocaram...
Pedaços de gelo caíram sobre a terra, o frio agora queimava...
A Little Too Not Over You
Um castelo inteiro desfeito em pedaços...
Laços e fotografias que foram perdidas no tempo...
A culpa que restou por não ter sido verdadeira, me consome.
Mentiras e mentiras que se repetem como um ciclo vicioso.
Três em uma.
Eu não consigo entender o que se passa dentro dele.
As flores murcharam pelo caminho,
O céu escureceu em pleno verão...
Piso em estilhaços de vidro, cada parte foi caindo com as perdas...
Uma lembrança?
Olhos com raios multicor... Pequenos... Fechados... Abertos...
Pele alva, macia...
Cabelos dourados como o ouro...
Perfume de mil rosas e violetas, encantadoras e vorazes...
Lábios rosados e singelos, que com ternura selaram os meus.
Reles estupidez a minha, pensar e desejar o proibido...
Ouvi a canção suave dos anjos, e assim, dormi em um mar de sonhos, porém despertei em um deserto frio e escuro.
Laços e fotografias que foram perdidas no tempo...
A culpa que restou por não ter sido verdadeira, me consome.
Mentiras e mentiras que se repetem como um ciclo vicioso.
Três em uma.
Eu não consigo entender o que se passa dentro dele.
As flores murcharam pelo caminho,
O céu escureceu em pleno verão...
Piso em estilhaços de vidro, cada parte foi caindo com as perdas...
Uma lembrança?
Olhos com raios multicor... Pequenos... Fechados... Abertos...
Pele alva, macia...
Cabelos dourados como o ouro...
Perfume de mil rosas e violetas, encantadoras e vorazes...
Lábios rosados e singelos, que com ternura selaram os meus.
Reles estupidez a minha, pensar e desejar o proibido...
Ouvi a canção suave dos anjos, e assim, dormi em um mar de sonhos, porém despertei em um deserto frio e escuro.
sábado, 26 de maio de 2012
Trancada
Sussurros atingem sua pele, que tremendo se esconde.
Um rio corre à noite em seu quarto, fazendo-a fenecer pela manhã.
Uma alma perturbada pela pressão negra do mundo...
Merecendo ser jogada no Monturo da vida.
Ela se ajoelhava, cumpria ordens com prazer, vivia feliz...
Por trás de tudo, guardava um segredo sombrio que assustava qualquer mortal.
Um monstro...
A dor se fazia presente todos os dias.
Vivia sozinha aparentemente, só existia Um com quem conversava e podia contar, e ele é exatamente a quem serve.
Um verme desprezível, inútil e traidor.
Não aguentando mais, contou a verdade,
Pensava que tudo se resolveria então,
Foi como uma bomba, atingiu à todos sem querer, feriu, matou, destroçou, destruiu...
Mais uma vez estava sozinha, com medo, triste e com frio... Estava morta.
Um rio corre à noite em seu quarto, fazendo-a fenecer pela manhã.
Uma alma perturbada pela pressão negra do mundo...
Merecendo ser jogada no Monturo da vida.
Ela se ajoelhava, cumpria ordens com prazer, vivia feliz...
Por trás de tudo, guardava um segredo sombrio que assustava qualquer mortal.
Um monstro...
A dor se fazia presente todos os dias.
Vivia sozinha aparentemente, só existia Um com quem conversava e podia contar, e ele é exatamente a quem serve.
Um verme desprezível, inútil e traidor.
Não aguentando mais, contou a verdade,
Pensava que tudo se resolveria então,
Foi como uma bomba, atingiu à todos sem querer, feriu, matou, destroçou, destruiu...
Mais uma vez estava sozinha, com medo, triste e com frio... Estava morta.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Μέδουσα
Um mistério a ser desvendado,
Poesia de fino trato, me comove com um olhar...
Alva mais que a neve, perfume tão doce para um ávido paladar...
Nem mesmo as estrelas tem o brilho do seu sorriso,
Flutua como um anjo na sua mais leve inocência,
Cabelos tão macios quanto seda...
Por instantes uma rocha, sem me atrever a me mexer,
A respiração congela, sinto adormecer,
Com lábios quentes desfaz o feitiço que me prende ao chão,
Afrodite transformara a formosa criatura em tentação,
Tentação esta como puro veneno,
Doce como o mel e amargo como o cacau, mas este também no futuro será doce, talvez este seja o vício... A doçura do veneno...
Poesia de fino trato, me comove com um olhar...
Alva mais que a neve, perfume tão doce para um ávido paladar...
Nem mesmo as estrelas tem o brilho do seu sorriso,
Flutua como um anjo na sua mais leve inocência,
Cabelos tão macios quanto seda...
Por instantes uma rocha, sem me atrever a me mexer,
A respiração congela, sinto adormecer,
Com lábios quentes desfaz o feitiço que me prende ao chão,
Afrodite transformara a formosa criatura em tentação,
Tentação esta como puro veneno,
Doce como o mel e amargo como o cacau, mas este também no futuro será doce, talvez este seja o vício... A doçura do veneno...
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Pinturas...
Te conheci em um dia cinza, o frio queimava minha pele.
Aquele outono foi negro, e falávamos de algo mais...
Sem saber me desfiz em duas...
Andei como um fantasma, que aparece e desaparece quando quer.
Tens olhos semelhantes aos da águia, deslumbrantes e ameaçadores,
E os mesmos se tornam frágeis como os de um cão, em sua serenidade.
Escuto um som tão agradável, como um piano tocando a sinfonia das fadas, consegue escutar?
Não vê mas dança ao compasso dos meus pés.
Quem me dera poder tirar o véu ao qual estou presa.
Quem me dera poder ter a honra de dançar uma última vez ao seu lado.
Quem me dera poder abrir seus olhos...
Me faço imóvel, calada e só, não tenho o direito...
Não sou digna sequer de te olhar, mas posso te proteger, irei continuar...
Aquele outono foi negro, e falávamos de algo mais...
Sem saber me desfiz em duas...
Andei como um fantasma, que aparece e desaparece quando quer.
Tens olhos semelhantes aos da águia, deslumbrantes e ameaçadores,
E os mesmos se tornam frágeis como os de um cão, em sua serenidade.
Escuto um som tão agradável, como um piano tocando a sinfonia das fadas, consegue escutar?
Não vê mas dança ao compasso dos meus pés.
Quem me dera poder tirar o véu ao qual estou presa.
Quem me dera poder ter a honra de dançar uma última vez ao seu lado.
Quem me dera poder abrir seus olhos...
Me faço imóvel, calada e só, não tenho o direito...
Não sou digna sequer de te olhar, mas posso te proteger, irei continuar...
Defesa de Elena
Sol e Lua...
Fogo e água...
Cada um, um sentimento...
Cada um, uma emoção...
Cada um, um sofrimento...
Cada um, uma carência...
Estou presa, e sem chão para escolher.
Vermes ousam comer minha carne, e corvos a atormentar minha mente...
A solidão é minha única opção.
Fogo e água...
Cada um, um sentimento...
Cada um, uma emoção...
Cada um, um sofrimento...
Cada um, uma carência...
Estou presa, e sem chão para escolher.
Vermes ousam comer minha carne, e corvos a atormentar minha mente...
A solidão é minha única opção.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Iceberg
Pisava em vidro.
Só um som ecoava pelo ambiente, e era um som de sofrimento,
Uma faca cortava-me a garganta em silêncio.
Nebuloso e escuro céu...
Alva como a neve a lua estava,
Tentando esquecer o que assombrava.
Um nó que sufoca, me faz adoecer.
Inércia,
Mais do que instável.
Brilhava mais que o sol...
E este assim me cegava...
Invisível aos teus olhos espero me tornar,
Mas inferno, prometa-me não me abandonar,
Pois estarei lá quando precisar, em segredo, bem baixinho... Feche os os olhos ao acordar.
Só um som ecoava pelo ambiente, e era um som de sofrimento,
Uma faca cortava-me a garganta em silêncio.
Nebuloso e escuro céu...
Alva como a neve a lua estava,
Tentando esquecer o que assombrava.
Um nó que sufoca, me faz adoecer.
Inércia,
Mais do que instável.
Brilhava mais que o sol...
E este assim me cegava...
Invisível aos teus olhos espero me tornar,
Mas inferno, prometa-me não me abandonar,
Pois estarei lá quando precisar, em segredo, bem baixinho... Feche os os olhos ao acordar.
domingo, 22 de abril de 2012
Saudade
Me pergunto, por quanto tempo o vento ainda vai me incomodar,
O tempo é tão escasso, e a tempestade não passa nunca,
As ondas batem nas pedras e podem me derrubar a qualquer momento,
Quanto tempo ainda falta? Contagem regressiva começando...
Estou enlouquecendo aos poucos sem você,
Como é difícil dizer adeus àquilo que nunca te deixa.
Quantos rios, lagos, e oceanos ainda precisarei chorar para que você volte?
Quando voltarei a sorrir?
Minhas lembranças ainda estão intactas, e as suas?
Sinto falta de tudo, até mesmo do nada, do que sempre foi, e nunca será.
Sinto falta das declarações, e das brigas, de tudo que me incomoda!
Essa dor nunca poderá ser entendida, nem por mortais ou imortais,
Queria poder fechar meus olhos, mas estes nem mesmo tem o direito de piscar,
Ainda poderei te ver pela janela,
Onde sonhos podem se encontrar.
O tempo é tão escasso, e a tempestade não passa nunca,
As ondas batem nas pedras e podem me derrubar a qualquer momento,
Quanto tempo ainda falta? Contagem regressiva começando...
Estou enlouquecendo aos poucos sem você,
Como é difícil dizer adeus àquilo que nunca te deixa.
Quantos rios, lagos, e oceanos ainda precisarei chorar para que você volte?
Quando voltarei a sorrir?
Minhas lembranças ainda estão intactas, e as suas?
Sinto falta de tudo, até mesmo do nada, do que sempre foi, e nunca será.
Sinto falta das declarações, e das brigas, de tudo que me incomoda!
Essa dor nunca poderá ser entendida, nem por mortais ou imortais,
Queria poder fechar meus olhos, mas estes nem mesmo tem o direito de piscar,
Ainda poderei te ver pela janela,
Onde sonhos podem se encontrar.
Alta Temperatura
Súbitos atos de loucura durante a noite, atravessam minha espinha de forma gélida,
Minha respiração descompassada acompanha as batidas do meu coração,
A rua mesmo vazia está cheia de corpos que me observam enquanto caminho tonta,
Tento gritar por socorro mas as palavras não saem,
Rasgando meu corpo em uma forma de encontrar-me melhor, apenas ameniza,
Minhas pernas parecem pilares de concreto, estou tão cansada, não aguento mais correr,
Por um segundo posso escutar um sussurro atrás de mim, tenho tanto medo de olhar pra trás,
Ainda tenho força suficiente para voltar pra casa,
E com um sorriso, eu ficarei bem.
Minha respiração descompassada acompanha as batidas do meu coração,
A rua mesmo vazia está cheia de corpos que me observam enquanto caminho tonta,
Tento gritar por socorro mas as palavras não saem,
Rasgando meu corpo em uma forma de encontrar-me melhor, apenas ameniza,
Minhas pernas parecem pilares de concreto, estou tão cansada, não aguento mais correr,
Por um segundo posso escutar um sussurro atrás de mim, tenho tanto medo de olhar pra trás,
Ainda tenho força suficiente para voltar pra casa,
E com um sorriso, eu ficarei bem.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Vamos brincar?
O Tabuleiro está em cima da mesa,
Mais uma partida me diverte,
As brancas começam, eliminando as pretas uma por uma, boa escolha,
Acho graça no seu sorriso frio, de quem acha que sabe de alguma coisa,
Sem que percebesse, minhas peças pretas eliminaram também as suas,
Seu exército está diminuindo... Porém ainda é maior que o meu...
Lá se foi meu cavalo, minha rainha e as torres, os bispos fugiram com medo dos milhares,
Que pena, só meu rei sobrara,
Oh não!
Cuidado, pode estar sendo enganado... Xeque-Mate!
Mais uma partida me diverte,
As brancas começam, eliminando as pretas uma por uma, boa escolha,
Acho graça no seu sorriso frio, de quem acha que sabe de alguma coisa,
Sem que percebesse, minhas peças pretas eliminaram também as suas,
Seu exército está diminuindo... Porém ainda é maior que o meu...
Lá se foi meu cavalo, minha rainha e as torres, os bispos fugiram com medo dos milhares,
Que pena, só meu rei sobrara,
Oh não!
Cuidado, pode estar sendo enganado... Xeque-Mate!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Chuva
Mais uma noite em claro,
O desespero por estar só...
Lá fora há saudade que já se foi, e que ainda vai voltar para mais um anoitecer.
A chuva que já não molha...
O sol que já não brilha...
E esses estímulos que teimam em aparecer.
Até quando vou cair nas tuas garras?
Quando essa dor vai passar?
Quando poderei respirar?
O desespero por estar só...
Lá fora há saudade que já se foi, e que ainda vai voltar para mais um anoitecer.
A chuva que já não molha...
O sol que já não brilha...
E esses estímulos que teimam em aparecer.
Até quando vou cair nas tuas garras?
Quando essa dor vai passar?
Quando poderei respirar?
quinta-feira, 29 de março de 2012
Amica Creatura...
Deus! Eu a machuquei!
A criatura mais pura que meus olhos já viram.
A mais sensível e vazia que encontrei.
Impossível de ser conquistada, apenas por ser impossível.
Escondida por entre sombras que passava. Me observando enquanto caminhava.
Por quanto tempo não vi quem me via?
Impossível...
Sinto tanto quanto ela por isso.
Te guardarei como o presente mais caro. Uma joia preciosa.
Onde ninguém mais poderá tocar ou ver...
Meu pequeno anjo... Que me protege em segredo...
Sou vitima de sua sinceridade... Que me assusta, apavora.
Minha criatura.
A criatura mais pura que meus olhos já viram.
A mais sensível e vazia que encontrei.
Impossível de ser conquistada, apenas por ser impossível.
Escondida por entre sombras que passava. Me observando enquanto caminhava.
Por quanto tempo não vi quem me via?
Impossível...
Sinto tanto quanto ela por isso.
Te guardarei como o presente mais caro. Uma joia preciosa.
Onde ninguém mais poderá tocar ou ver...
Meu pequeno anjo... Que me protege em segredo...
Sou vitima de sua sinceridade... Que me assusta, apavora.
Minha criatura.
Sonho
Os sentidos ainda respondem as mesmas sensações...
Noites em claro começam a me incomodar,
As dores já chegaram a minha cabeça, me fazendo ranger os dentes a cada 5 minutos.
Perdi meu maior tesouro.
És como o brilho da lua, só aparece a noite, e vai embora ao amanhecer.
Uma flor rara. A mais perfumada e bela nos campos.
Um anjo tão simples, tão falho... Tão encantador...
Quem eu mais amava se foi...
Minha alma se fez em pedaços, reconstrua-a.
Como evitar o inevitável?
O para sempre não existe... Não me deixe... Não morra.
Me acorde.
Noites em claro começam a me incomodar,
As dores já chegaram a minha cabeça, me fazendo ranger os dentes a cada 5 minutos.
Perdi meu maior tesouro.
És como o brilho da lua, só aparece a noite, e vai embora ao amanhecer.
Uma flor rara. A mais perfumada e bela nos campos.
Um anjo tão simples, tão falho... Tão encantador...
Quem eu mais amava se foi...
Minha alma se fez em pedaços, reconstrua-a.
Como evitar o inevitável?
O para sempre não existe... Não me deixe... Não morra.
Me acorde.
terça-feira, 27 de março de 2012
00:01
Maldita solidão!
Velha amiga! Voltas-te com grande ânimo, me fazendo decair no teu mar de esquecimento.
Queria que fosse embora... Vá de uma vez!
Sozinha em meu quarto escuro, há um rio de água viva que corre com a força de um leão, não tem como pará-lo. O rio corre.
Trancando portas, jogando as chaves fora, não permitindo ninguém entrar. Ninguém pode ver o que se esconde.
Uma arma apontada para o meu silêncio, explode em minha visão fria.
Uma vida inteira pode ser destruída em apenas um segundo.
Destruiu minha mente e possuiu minha alma, ainda sou eu que moro nesse corpo ou são meras projeções que ficaram guardadas e meu corpo pelas sensações tenta reproduzir novamente?
Um ser humano como outro qualquer... Que sofre, e se sente só....
Tudo o que eu queria era apenas um abraço, um verdadeiro, chega de robôs, de mentiras... Não quero mais viver uma vida falsa!
Sempre dei tudo de mim, fiz o possível por você sem querer algo em troca... Fui sincera, sua amiga.
O que recebi foram mentiras, dor, joguinhos, lágrimas! Nem sequer liga pra elas!
Lhe proporcionei todo o perdão que restava em mim, todo o carinho e atenção, e desprezou com mais mentiras!
Espero nunca mais te ver Ilusão, não me terás de volta, e só receberás o desprezo que um dia me destes.
Velha amiga! Voltas-te com grande ânimo, me fazendo decair no teu mar de esquecimento.
Queria que fosse embora... Vá de uma vez!
Sozinha em meu quarto escuro, há um rio de água viva que corre com a força de um leão, não tem como pará-lo. O rio corre.
Trancando portas, jogando as chaves fora, não permitindo ninguém entrar. Ninguém pode ver o que se esconde.
Uma arma apontada para o meu silêncio, explode em minha visão fria.
Uma vida inteira pode ser destruída em apenas um segundo.
Destruiu minha mente e possuiu minha alma, ainda sou eu que moro nesse corpo ou são meras projeções que ficaram guardadas e meu corpo pelas sensações tenta reproduzir novamente?
Um ser humano como outro qualquer... Que sofre, e se sente só....
Tudo o que eu queria era apenas um abraço, um verdadeiro, chega de robôs, de mentiras... Não quero mais viver uma vida falsa!
Sempre dei tudo de mim, fiz o possível por você sem querer algo em troca... Fui sincera, sua amiga.
O que recebi foram mentiras, dor, joguinhos, lágrimas! Nem sequer liga pra elas!
Lhe proporcionei todo o perdão que restava em mim, todo o carinho e atenção, e desprezou com mais mentiras!
Espero nunca mais te ver Ilusão, não me terás de volta, e só receberás o desprezo que um dia me destes.
domingo, 18 de março de 2012
Como Salomão
Bela princesa que mora nos montes,
Teu sorriso é puro como um rio de águas claras,
Teus olhos brilham mais do que a luz do sol,
Teus lábios são parecidos com laços vermelhos e vibrantes.
Anjo és, mas sem asas. Flutua por tua própria leveza.
Passarinhos param para ouvir sua voz, aquela que embriaga por ser majestosa.
Tens os cabelos macios como lã de ovelha.
Seu perfume é aroma suave como os lírios dos vales.
Já desci ao jardim e empunho a minha mão para alcançar-te.
Desvia de mim os teus olhos, pois eles me dominam.
Como é doce o teu fingir, a tua pureza diante de mim, a tua vergonha.
Esperarei cada manhã, para mais uma vez admirá-la e poder sentir teu amor, que por mim transborda.
Teu sorriso é puro como um rio de águas claras,
Teus olhos brilham mais do que a luz do sol,
Teus lábios são parecidos com laços vermelhos e vibrantes.
Anjo és, mas sem asas. Flutua por tua própria leveza.
Passarinhos param para ouvir sua voz, aquela que embriaga por ser majestosa.
Tens os cabelos macios como lã de ovelha.
Seu perfume é aroma suave como os lírios dos vales.
Já desci ao jardim e empunho a minha mão para alcançar-te.
Desvia de mim os teus olhos, pois eles me dominam.
Como é doce o teu fingir, a tua pureza diante de mim, a tua vergonha.
Esperarei cada manhã, para mais uma vez admirá-la e poder sentir teu amor, que por mim transborda.
Mais que servo, meu Pai.
Me sentindo atraída por aquilo que me puxava,
Tendo repulsa pelo que me chamava,
Sendo levada por braços que me enlaçavam.
Com os olhos vendados e andando as cegas me vi em linha reta.
Porém, confiando em vozes para seguir em frente, caí.
Mãos me puxaram para cima, desvendaram meus olhos, pude ver meu passado indo embora, um passado que me salvara, que me queria de volta.
Me rendendo aos seus pés agradeci, pedi que ficasse, mas me levou consigo, me prendeu para sempre, e não quero que me liberte, pois me tornei dependente de sua servidão.
A mais pura bondade,
A mais pura misericórdia, e a única coisa que quer em troca é fidelidade...
Me serve, mas devia ser servido.
Me ama, mas devia ser amado.
Esconde tão bem os seus sentimentos, e no escuro, deixa transparecer suas lágrimas.
Tristeza ou alegria não sei, mas minha alma já pode descansar em paz.
Tendo repulsa pelo que me chamava,
Sendo levada por braços que me enlaçavam.
Com os olhos vendados e andando as cegas me vi em linha reta.
Porém, confiando em vozes para seguir em frente, caí.
Mãos me puxaram para cima, desvendaram meus olhos, pude ver meu passado indo embora, um passado que me salvara, que me queria de volta.
Me rendendo aos seus pés agradeci, pedi que ficasse, mas me levou consigo, me prendeu para sempre, e não quero que me liberte, pois me tornei dependente de sua servidão.
A mais pura bondade,
A mais pura misericórdia, e a única coisa que quer em troca é fidelidade...
Me serve, mas devia ser servido.
Me ama, mas devia ser amado.
Esconde tão bem os seus sentimentos, e no escuro, deixa transparecer suas lágrimas.
Tristeza ou alegria não sei, mas minha alma já pode descansar em paz.
domingo, 11 de março de 2012
Código
No meio daquele monte de areia, vi uma pérola.
Era tão linda e preciosa por ser única naquele lugar.
A noite, pequenas sombras correm.
Era tão inocente... Uma boneca de porcelana, frágil e delicada.
Esqueci de andar sozinha...
Uma atitude desesperada de fuga da realidade.
Soprando a vida como fogo e segurando a água por entre os dedos.
Um circulo perfeito e inquebrável, dando voltas e mais voltas, nada sai do lugar.
Tudo pelo que estou vivendo.
Tudo pelo que estou morrendo.
Como Romeu e Julieta...
Minha pena agora cala.
Era tão linda e preciosa por ser única naquele lugar.
A noite, pequenas sombras correm.
Era tão inocente... Uma boneca de porcelana, frágil e delicada.
Esqueci de andar sozinha...
Uma atitude desesperada de fuga da realidade.
Soprando a vida como fogo e segurando a água por entre os dedos.
Um circulo perfeito e inquebrável, dando voltas e mais voltas, nada sai do lugar.
Tudo pelo que estou vivendo.
Tudo pelo que estou morrendo.
Como Romeu e Julieta...
Minha pena agora cala.
Espelho
A linda borboleta parece tão cansada, já não respira mais.
Adormeceu em um galho e não espero que acorde.
Por quanto tempo viveu? Foi feliz?
Parece loucura, mas sei que sorriu.
Nuvens de chuva consomem ou levam o que sobrou dela pra longe.
Ela não vai voltar...
Adormeceu em um galho e não espero que acorde.
Por quanto tempo viveu? Foi feliz?
Parece loucura, mas sei que sorriu.
Nuvens de chuva consomem ou levam o que sobrou dela pra longe.
Ela não vai voltar...
quinta-feira, 8 de março de 2012
Vista da janela
Te olho atenta,
Com a ternura de uma criança ao ver a neve pela primeira vez.
Com a alegria de um agricultor ao ver o primeiro broto pela manhã.
Com o remorso de uma vida que nunca existiu.
Por minha ou por tua culpa não sei,
Dividimos vidas inteiras, que com o tempo foram morrendo....
Morrendo não, pois nunca nasceram, tudo começou com o fim.
E se agora tudo voltou ao começo enfim?
Pois no começo, nada acontecera...
Com a ternura de uma criança ao ver a neve pela primeira vez.
Com a alegria de um agricultor ao ver o primeiro broto pela manhã.
Com o remorso de uma vida que nunca existiu.
Por minha ou por tua culpa não sei,
Dividimos vidas inteiras, que com o tempo foram morrendo....
Morrendo não, pois nunca nasceram, tudo começou com o fim.
E se agora tudo voltou ao começo enfim?
Pois no começo, nada acontecera...
domingo, 4 de março de 2012
Agora 17
Quem és tu, e como ousas tirar o meu fôlego assim?!
Por qual motivo atormentas o meu coração?
Quem lhe deu o direito de invadir minha mente, meu templo sagrado e levar consigo todos os meus segredos e pertences?
Eu sou o próprio castigo... Que leva consigo não apenas a sua dor, mas a de vários nas costas.
Quão bonito é para mim estar na presença dos que me amam, mas acima de tudo, gostaria de estar com os que não se agradam.
Levando-me à um caminho sem volta...
Minha jovem inocência não me permite buscar-te, pois sucumbi aos teus desejos e encantos, as tuas nobres vontades.
Quebra e constróis, monta e desmonta, tentativas de arrependimento que nunca são aceitas por si própria.
Até que ponto essa loucura ainda vai continuar a existir?
Não desfaça mais este muro se assim quiserdes! Porém construa também uma porta, para que possa sair quando quiser.
Para que possas voltar...
Por qual motivo atormentas o meu coração?
Quem lhe deu o direito de invadir minha mente, meu templo sagrado e levar consigo todos os meus segredos e pertences?
Eu sou o próprio castigo... Que leva consigo não apenas a sua dor, mas a de vários nas costas.
Quão bonito é para mim estar na presença dos que me amam, mas acima de tudo, gostaria de estar com os que não se agradam.
Levando-me à um caminho sem volta...
Minha jovem inocência não me permite buscar-te, pois sucumbi aos teus desejos e encantos, as tuas nobres vontades.
Quebra e constróis, monta e desmonta, tentativas de arrependimento que nunca são aceitas por si própria.
Até que ponto essa loucura ainda vai continuar a existir?
Não desfaça mais este muro se assim quiserdes! Porém construa também uma porta, para que possa sair quando quiser.
Para que possas voltar...
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Capitu
Olhos que embriagam, me deixando tonta...
Um sorriso emudecido, que diz milhões de palavras.
Paraíso é poder estar em sua presença todos os dias.
Para mim é mais que uma honra te ter em meus mais profundos e inocentes sonhos.
Tão leve como o vento que sopra teus cabelos espalhando seu doce perfume, és tu. Teu nome é Liberdade.
Mistério que persegue, enlouquece minha alma, e vira minha cabeça.
Mais que melodia, sinfonia é tua voz.
Sou sua confusão. Um vendaval que vem arrastando tudo e leva para longe o que mais importa.
Me procura se escondendo, me vê ao cair da tarde.
Te espero
Te espero,
Não ao pôr-do-sol, pois teus pais hão de crucificar-me por arriscar sua única e indescritivelmente bela pérola.
Te espero,
Não junto ao mar, pois sei que há certeza de que não virás, farás com que me lance de encontro as rochas, cobertas pelas ondas, arrependido de minha esperança frívola.
Te espero
Não junto ao muro de tua casa, pois não sou digno sequer do ar que respiras, quanto mais de tal proximidade do local onde repousas, a sonhar com mil e uma inocentes maravilhas.
Te espero
Junto a infundadas esperanças, que gritam por teu nome, enquanto te afastas de braços dados ao ser desprezível, que chamo de rival, que em caso de máxima tragédia, de substitutos, há uma infinita fila.
Sim, te espero
Apenas te espero, já que o faço por existir, e apenas existo porque te amo...
DM
Não ao pôr-do-sol, pois teus pais hão de crucificar-me por arriscar sua única e indescritivelmente bela pérola.
Te espero,
Não junto ao mar, pois sei que há certeza de que não virás, farás com que me lance de encontro as rochas, cobertas pelas ondas, arrependido de minha esperança frívola.
Te espero
Não junto ao muro de tua casa, pois não sou digno sequer do ar que respiras, quanto mais de tal proximidade do local onde repousas, a sonhar com mil e uma inocentes maravilhas.
Te espero
Junto a infundadas esperanças, que gritam por teu nome, enquanto te afastas de braços dados ao ser desprezível, que chamo de rival, que em caso de máxima tragédia, de substitutos, há uma infinita fila.
Sim, te espero
Apenas te espero, já que o faço por existir, e apenas existo porque te amo...
DM
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Nada...
Assuntos que não tinham direção...
Braços que se enlaçavam a outros braços,
Beijos frios mas que com o tempo descongelaram...
Corpos se misturaram.
Olhares e expressões apreensivas, rostos completamente colados.
Tudo ligado no automático.
O que a preenchia não era o que queria, mas algo que não podia recusar.
Nada... Absolutamente nada. Não sentia nada.
A felicidade exposta não passava de uma farsa bem e completamente planejada.
O que a matou, foi um olhar, não um simples, mas de quem verdadeiramente amava.
Braços que se enlaçavam a outros braços,
Beijos frios mas que com o tempo descongelaram...
Corpos se misturaram.
Olhares e expressões apreensivas, rostos completamente colados.
Tudo ligado no automático.
O que a preenchia não era o que queria, mas algo que não podia recusar.
Nada... Absolutamente nada. Não sentia nada.
A felicidade exposta não passava de uma farsa bem e completamente planejada.
O que a matou, foi um olhar, não um simples, mas de quem verdadeiramente amava.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Farsa
O céu vai se abrindo enquanto o chão desmorona,
Meu sangue ferve fazendo as lágrimas brotarem,
Dilacerando os músculos que agora me matam.
Ouvindo o silêncio de sua voz...
Um ato cruel, mal pensado e indesejado que contradiz seu sorriso...
A chuva cai nesse cenário frio, molhando a culpa pelo erro cometido.
Por quê mentes?
Sua força se compara a minha quando olha em meus olhos.
Seus passos se comparam aos meus quando irritada.
O que mais quer que eu faça?
Aprecie a minha queda?!
Hipnotismo maléfico.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
300
Ela sorria, não sabia o motivo mas sorria,
Por dentro passava um rio que desaguava em um penhasco sem saída.
Sozinha... Sem palavras ou gestos de carinho,
A ilusão era sua casa, só nela podia existir, só nela podia viver.
Estragando o que conseguia, com coisas banais, efêmeras, sem ganho algum.
De joelhos implorava misericórdia, pois o fardo que tinha era pesado.
Vendo coisas que não poderia ter, mas sorrindo por não ter coisa alguma.
Aprendendo a continuar sozinha... Sozinha?
Realmente está sozinha?
Não, nunca esteve. Só obedece o que lhe mandam fazer, como um cordeiro que vai para o matadouro.
Não pode dizer ou fazer nada, o destino já está traçado.
O que resta é esperar, confiar, não se entregar e principalmente aguentar firme, pois as pedras se tornam cada vez mais pesadas ao longo do caminho...
A armadura não irá aguentar por muito tempo, mas no final, o fogo consumirá tudo o que existe.
Os adversários estão sendo derrotados lentamente, com calma. Seu exército é pouco, mas não fraco.
Ela sorria, por que finalmente tudo iria terminar...
Por dentro passava um rio que desaguava em um penhasco sem saída.
Sozinha... Sem palavras ou gestos de carinho,
A ilusão era sua casa, só nela podia existir, só nela podia viver.
Estragando o que conseguia, com coisas banais, efêmeras, sem ganho algum.
De joelhos implorava misericórdia, pois o fardo que tinha era pesado.
Vendo coisas que não poderia ter, mas sorrindo por não ter coisa alguma.
Aprendendo a continuar sozinha... Sozinha?
Realmente está sozinha?
Não, nunca esteve. Só obedece o que lhe mandam fazer, como um cordeiro que vai para o matadouro.
Não pode dizer ou fazer nada, o destino já está traçado.
O que resta é esperar, confiar, não se entregar e principalmente aguentar firme, pois as pedras se tornam cada vez mais pesadas ao longo do caminho...
A armadura não irá aguentar por muito tempo, mas no final, o fogo consumirá tudo o que existe.
Os adversários estão sendo derrotados lentamente, com calma. Seu exército é pouco, mas não fraco.
Ela sorria, por que finalmente tudo iria terminar...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Sweet Harmony
Teu nome é harmonia.
Metade de minha alma possuis.
Andando por dois caminhos, onde as direções são contrárias, me perdendo mais e mais.
O desenho na terra se formara, para nos céus fazer morada e assim poder ser eterno.
Fecham-se olhos, e ouvimos com o coração... Nossa música agora toca.
Se escondes nas sombras, enquanto tenho a luz.
Como curar um coração jazido em trevas?
Dei-me a permissão para ressuscitar-lo.
A ovelha é vítima do dragão.
Sufocados de lembranças torpes e sem nexo algum, feridos com espinhos a muito esquecidos.
Fazendo com que as asas sejam cortadas.
Um dependente do outro...
Quando o sacrifício será consumado?
Metade de minha alma possuis.
Andando por dois caminhos, onde as direções são contrárias, me perdendo mais e mais.
O desenho na terra se formara, para nos céus fazer morada e assim poder ser eterno.
Fecham-se olhos, e ouvimos com o coração... Nossa música agora toca.
Se escondes nas sombras, enquanto tenho a luz.
Como curar um coração jazido em trevas?
Dei-me a permissão para ressuscitar-lo.
A ovelha é vítima do dragão.
Sufocados de lembranças torpes e sem nexo algum, feridos com espinhos a muito esquecidos.
Fazendo com que as asas sejam cortadas.
Um dependente do outro...
Quando o sacrifício será consumado?
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Transgressão
Você me ensinou coisas que não queria aprender.
Me fez sentir coisas que não queria sentir.
Agora todos choram com a sua bela criação.
Sinto medo ao te abraçar, isso em poucos segundos.
Suas unhas agora rasgam minha pele.
Suas palavras são piores do que espadas, pois tem dois fios.
Sorrisos já não são mais verdadeiros, pois sinto seu desprezo perante mim.
Seus olhos não refletem mais meu rosto, apenas o vazio que preenche sua triste alma.
Não me peça para estar onde nunca estive.
Não me peça para esquecer o que nunca aconteceu.
Este frasco contém seus piores medos e dúvidas.
Não se atreva a beber mais um gole, mas também não o quebre pois irá precisar um dia.
Te tornaste uma máquina, manipulada pelas mãos do homem sem saber.
O que existe agora são apenas olhares tristes e vazios, que ao se encontrarem, destroem tudo o que encontram pela frente.
Me fez sentir coisas que não queria sentir.
Agora todos choram com a sua bela criação.
Sinto medo ao te abraçar, isso em poucos segundos.
Suas unhas agora rasgam minha pele.
Suas palavras são piores do que espadas, pois tem dois fios.
Sorrisos já não são mais verdadeiros, pois sinto seu desprezo perante mim.
Seus olhos não refletem mais meu rosto, apenas o vazio que preenche sua triste alma.
Não me peça para estar onde nunca estive.
Não me peça para esquecer o que nunca aconteceu.
Este frasco contém seus piores medos e dúvidas.
Não se atreva a beber mais um gole, mas também não o quebre pois irá precisar um dia.
Te tornaste uma máquina, manipulada pelas mãos do homem sem saber.
O que existe agora são apenas olhares tristes e vazios, que ao se encontrarem, destroem tudo o que encontram pela frente.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Reach Out
Tudo o que restou foi seu sorriso...
Não fui capaz de te proteger,
Confiastes em mim, mas nada pude fazer!
Ainda estou aqui... Me deixe enxugar suas lágrimas agora, é o mínimo que minha alma pede.
Te darei minha energia e tempo, meus ouvidos, minha companhia...
O céu se ilumina com a lua e as estrelas, uma última dança. Um último suspiro.
Me abrace, me ame de novo, me conceda sua compreensão.
Não me deixe só, preciso de você, és tudo que tenho.
Suas lágrimas são as minhas. Seu corpo é meu corpo.
Imploro que volte, volte a estar perto, volte a fazer parte das minhas lembranças, da minha memória, por que nela, tudo o que restou foi seu sorriso.
Não fui capaz de te proteger,
Confiastes em mim, mas nada pude fazer!
Ainda estou aqui... Me deixe enxugar suas lágrimas agora, é o mínimo que minha alma pede.
Te darei minha energia e tempo, meus ouvidos, minha companhia...
O céu se ilumina com a lua e as estrelas, uma última dança. Um último suspiro.
Me abrace, me ame de novo, me conceda sua compreensão.
Não me deixe só, preciso de você, és tudo que tenho.
Suas lágrimas são as minhas. Seu corpo é meu corpo.
Imploro que volte, volte a estar perto, volte a fazer parte das minhas lembranças, da minha memória, por que nela, tudo o que restou foi seu sorriso.
Aurora Mutabilis
As lágrimas de arrependimento caem junto com meu corpo.
Meu orgulho me impede de lhe pedir perdão.
Basta uma faísca pra começar o incêndio e acabar de queimar a dor.
Correndo contra o tempo, tento abraçar para segurar a confiança.
Um holograma segura a minha mão. Um eco perturba meu sono. Uma luz me prende ao chão.
Um sonho ruim, mais um pesadelo que me persegue e some quando não quero.
Não me deixe ir...
Não me deixe te esquecer...
Segure minha mão e diga que está comigo, que tudo vai passar...
Se esconda me procurando.
Debaixo dessa árvore, vendo a calmaria do rio, me perco em lembranças que nos une.
Brincando de ser o que não eramos.
Não é muito o tempo que me resta, e a vontade vai sumindo com ele.
Me respire novamente.
Meu orgulho me impede de lhe pedir perdão.
Basta uma faísca pra começar o incêndio e acabar de queimar a dor.
Correndo contra o tempo, tento abraçar para segurar a confiança.
Um holograma segura a minha mão. Um eco perturba meu sono. Uma luz me prende ao chão.
Um sonho ruim, mais um pesadelo que me persegue e some quando não quero.
Não me deixe ir...
Não me deixe te esquecer...
Segure minha mão e diga que está comigo, que tudo vai passar...
Se esconda me procurando.
Debaixo dessa árvore, vendo a calmaria do rio, me perco em lembranças que nos une.
Brincando de ser o que não eramos.
Não é muito o tempo que me resta, e a vontade vai sumindo com ele.
Me respire novamente.
Tudo se tornou fatal...
As ondas estão se chocando, colidindo e destruindo tudo o que se formou com o tempo.
A tempestade não ajuda, só faz aumentar a confusão.
Os gritos podem ser ouvidos ao longe, esperando por um milagre.
A esperança já foi embora, mas a fé ainda tenta ficar de pé.
Todos dependem de uma palavra, um simples som, uma única ordem.
Tudo fica escuro, não há luz, as trevas já consumiram o que ali existia.
Com o olhar atento a tudo, sem poder me manisfestar, fico em silêncio.
Sentindo raiva, dor, sufoco... Como dói não poder ajudar. Ah! Como dói!
Prefiro fechar meus olhos a ter que sofrer mais. Não posso fazer nada.
A tempestade não ajuda, só faz aumentar a confusão.
Os gritos podem ser ouvidos ao longe, esperando por um milagre.
A esperança já foi embora, mas a fé ainda tenta ficar de pé.
Todos dependem de uma palavra, um simples som, uma única ordem.
Tudo fica escuro, não há luz, as trevas já consumiram o que ali existia.
Com o olhar atento a tudo, sem poder me manisfestar, fico em silêncio.
Sentindo raiva, dor, sufoco... Como dói não poder ajudar. Ah! Como dói!
Prefiro fechar meus olhos a ter que sofrer mais. Não posso fazer nada.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Promiscuidade
A luz queimava minha pele, procurei abrigo na sombra das árvores. Atônita admirava a beleza do lugar. Me sentia viva. O ar puro me invadia as narinas e a vontade de me libertar corria solta pelo meu corpo. De repente estava correndo a procura do desconhecido, fugindo de tudo e de todos. As folhas me cortavam a pele como se fossem facas. Aparentemente meus sentidos haviam ficado mais aguçados.
Lembro que a vi em um lago, quieta, mexendo na água. Não pude deixar de notá-la. Tinha longos cabelos pretos, pele extremamente branca e olhos verdes inquietantes. Sem querer cortei meu dedo em um espinho e o cheiro do sangue fez com que ela se virasse e viesse em minha direção. Não podia me mexer, seus olhos me prendiam no local. Ela levou meu dedo à sua boca e bebeu meu sangue cicatrizando o ferimento, depois sorriu, e caminhou por entre as folhas. Quando me recuperei do choque e fui agradecer, ela havia sumido. Tudo o que eu mais queria era sair dali. Tive a sensação de ser seguida enquanto saia do bosque. Com um sorriso prometi voltar.
Ainda sentia o calor na minha mão, e seu rosto não saia da minha memória. Aquilo foi real?
Lembro que a vi em um lago, quieta, mexendo na água. Não pude deixar de notá-la. Tinha longos cabelos pretos, pele extremamente branca e olhos verdes inquietantes. Sem querer cortei meu dedo em um espinho e o cheiro do sangue fez com que ela se virasse e viesse em minha direção. Não podia me mexer, seus olhos me prendiam no local. Ela levou meu dedo à sua boca e bebeu meu sangue cicatrizando o ferimento, depois sorriu, e caminhou por entre as folhas. Quando me recuperei do choque e fui agradecer, ela havia sumido. Tudo o que eu mais queria era sair dali. Tive a sensação de ser seguida enquanto saia do bosque. Com um sorriso prometi voltar.
Ainda sentia o calor na minha mão, e seu rosto não saia da minha memória. Aquilo foi real?
"O essencial é invisível aos olhos"
Meu corpo tremia, o suor descia frio e meu coração me fazia cansar.
O eco ao longe murmurava que já tinhas chegado.
Paralisei de medo e alegria. Um sorriso brotara.
Sendo meu desejo realizado, esperei a tarde cair.
Me atrevi a expiar-te.
Tu caíras em sono profundo. Era a imagem mais linda já observada desde os tempos antigos.
Ia me aproximar e ao seu lado deitar-me.
Porém, já havia alguém ao seu lado.
Deixei o pranto queimar-me.
O eco ao longe murmurava que já tinhas chegado.
Paralisei de medo e alegria. Um sorriso brotara.
Sendo meu desejo realizado, esperei a tarde cair.
Me atrevi a expiar-te.
Tu caíras em sono profundo. Era a imagem mais linda já observada desde os tempos antigos.
Ia me aproximar e ao seu lado deitar-me.
Porém, já havia alguém ao seu lado.
Deixei o pranto queimar-me.
"Última vez?"
Sem palavras para descrever o que senti na hora.
E por lágrimas somente descrevi.
No calor daquele abraço me deliciei até o último segundo.
Pude ouvir seu coração por mim bater uma última vez.
Por um instante pude me acalmar, mas uma lágrima teimou em cair junto do meu sorriso.
Seus olhos não entendiam o que acabara de acontecer, mas seu coração já sabendo enfraquecera naquele momento.
Sem palavras lhe disse, Adeus?
E por lágrimas somente descrevi.
No calor daquele abraço me deliciei até o último segundo.
Pude ouvir seu coração por mim bater uma última vez.
Por um instante pude me acalmar, mas uma lágrima teimou em cair junto do meu sorriso.
Seus olhos não entendiam o que acabara de acontecer, mas seu coração já sabendo enfraquecera naquele momento.
Sem palavras lhe disse, Adeus?
O perdão nunca está lá quando precisamos...
Vários copos na mesa, e o rádio ligado.
Pensando que certamente nada voltará.
Se eu saísse por essa porta e gritasse o quanto estou arrependida você voltaria?
Por certo o que eu ouviria seria nada.
Correndo até sua direção, enfrentando qualquer obstáculo.
vencendo o cansaço e a chuva só atrás de uma palavra.
Não sei onde isso vai parar, mas e se eu arriscar?
Eu clamei por seu nome, mas não apareceu.
Te olhei nos olhos e pedi perdão.
Me rasguei por inteira e nenhum som podia ser ouvido.
Tudo o que ouvi foi nada.
Pensando que certamente nada voltará.
Se eu saísse por essa porta e gritasse o quanto estou arrependida você voltaria?
Por certo o que eu ouviria seria nada.
Correndo até sua direção, enfrentando qualquer obstáculo.
vencendo o cansaço e a chuva só atrás de uma palavra.
Não sei onde isso vai parar, mas e se eu arriscar?
Eu clamei por seu nome, mas não apareceu.
Te olhei nos olhos e pedi perdão.
Me rasguei por inteira e nenhum som podia ser ouvido.
Tudo o que ouvi foi nada.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Luz sem gravidade
Os segundos vão passando...
Pessoas caminham apressadas para não se molharem com a chuva,
Um instante parece uma eternidade,
Todos procurando a perfeição sem resultados mútuos.
Tão logo o clima ficara ameno e frio,
As ruas se tornaram vazias e meus passos curtos.
Cansada de tudo, sentei na calçada e admirei a noite, todo silêncio se concentrara naquele local.
Meu casaco me aquecia, me camuflava.
Novamente a chuva começara, a água se misturava com minhas lágrimas.
Me senti em paz. Sentindo a água molhar meu corpo, me levantei e comecei a dançar, se pudesse ser verdade.
Terminei sorrindo e ouvindo os aplausos da chuva.
Éter
Poderia te chamar de monstro,
Uma simples criatura que no silêncio do meu quarto vem me atormentar.
Me conta histórias para dormir, histórias tristes e vazias.
Alimenta-me com falsos paradigmas a serem seguidos, no intuito de a uma ordem pertencer.
Reles tolo te tornaste.
Procurando vitimas para seu vil prazer. Esgueirando-se no caminho para não ser percebido.
Com uma palavra consegue penetrar no mais intimo dos pensamentos.
Quem és por detrás desta máscara?
Um simples jovem tomado pelo medo da solidão?
Tenho tantas perguntas a fazer-te.
Me procure novamente, mas não se sinta convidado a entrar.
Uma simples criatura que no silêncio do meu quarto vem me atormentar.
Me conta histórias para dormir, histórias tristes e vazias.
Alimenta-me com falsos paradigmas a serem seguidos, no intuito de a uma ordem pertencer.
Reles tolo te tornaste.
Procurando vitimas para seu vil prazer. Esgueirando-se no caminho para não ser percebido.
Com uma palavra consegue penetrar no mais intimo dos pensamentos.
Quem és por detrás desta máscara?
Um simples jovem tomado pelo medo da solidão?
Tenho tantas perguntas a fazer-te.
Me procure novamente, mas não se sinta convidado a entrar.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Me respire
A dor já fez morada na alma gélida.
O perdão se foi levando suas malas.
O sorriso falso brota com facilidade em meu rosto ingênuo.
Sensível e tão amarga quanto se possa imaginar.
Lindo desastre...
Podendo enganar até o mais simples sábio.
Tendo como lar as ruas vazias e a lua como abajur.
O perdão se foi levando suas malas.
O sorriso falso brota com facilidade em meu rosto ingênuo.
Sensível e tão amarga quanto se possa imaginar.
Lindo desastre...
Podendo enganar até o mais simples sábio.
Tendo como lar as ruas vazias e a lua como abajur.
Cinzas
Neste mesmo lugar te conheci.
Veio até mim de mansinho e quando menos esperava já estava presa.
Veio até mim de mansinho e quando menos esperava já estava presa.
Ainda lembro do seu jeito, da sua voz, dos seus olhos profundos...
Aquele dia era cinza.
Eu podia sentir sua pele tocando a minha, seu abraço quente me envolvendo.
Mas via suas lágrimas, e elas diziam que me amava, que não queriam que eu fosse.
Sua respiração foi ficando mais forte, e eu já não sabia o que dizer.
Promessas foram feitas aqui. Tudo selado com um beijo.
No final foi você que partiu primeiro, sem dizer adeus, me deixando este vazio.
Foi um dia cruel. A água se espalhava por todos os lugares. O céu chorava.
Sinto sua falta, falta dos seus olhos verdes, falta da sua mão na minha, falta do seu beijo e dos seus carinhos.
Quanto tempo faz? Você ainda lembra de mim?
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Pecado
Veneno és!
Infecta-me o sangue corroendo o que vê pela frente!
Seu olhar penetra meu espírito e faz morada em meu coração.
Me delicio com suas vontades e prazeres.
Me sentindo melhor e pior a cada gole.
Venha e me faça feliz!
Sabendo que vou estar no abismo quando acabar.
Quero aproveitar até o último instante.
Só prometa-me que não sentirei dor.
Infecta-me o sangue corroendo o que vê pela frente!
Seu olhar penetra meu espírito e faz morada em meu coração.
Me delicio com suas vontades e prazeres.
Me sentindo melhor e pior a cada gole.
Venha e me faça feliz!
Sabendo que vou estar no abismo quando acabar.
Quero aproveitar até o último instante.
Só prometa-me que não sentirei dor.
Changed
O mel daquela colméia já não é mais doce...
As abelhas agora produzem seu néctar amargo.
Ao meu redor as flores não exalam mais o seu perfume.
O vento já não é calmo como a brisa.
A paisagem continua a mesma.
O mesmo céu, o mesmo mar, o mesmo tédio.
À sombra das tuas asas me encontro perdida.
Visitarei novos reinos, novos mundos, novas galáxias.
Me desprendendo de tudo que me aprisiona.
Sabendo que mesmo assim irei voltar.
As abelhas agora produzem seu néctar amargo.
Ao meu redor as flores não exalam mais o seu perfume.
O vento já não é calmo como a brisa.
A paisagem continua a mesma.
O mesmo céu, o mesmo mar, o mesmo tédio.
À sombra das tuas asas me encontro perdida.
Visitarei novos reinos, novos mundos, novas galáxias.
Me desprendendo de tudo que me aprisiona.
Sabendo que mesmo assim irei voltar.
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