sábado, 16 de junho de 2012

Lhe dedico

Como é bonito o brilho de tua imperfeição...
Tão serena e tão amável como os raios da Aurora.
Suas cores enfeitam o cinza da praça, e faz cair a chuva de verão.
Desvendar teu jeito é como querer entender o por quê da chuva cair, o por quê do dente-de-leão se desmanchar com um sopro...
É algo natural, não tem explicação.
És metáfora em forma de canção...
Com passos lentos, faz-se o laço interminável, infinito, inquebrável...
Uma sinfonia indecifrável, composta de sedução.
Palavras doces saem de sua boca, criatura esta inestimável...
Envaidecida por carinhos e abraços inexistentes, faz-se brotar um sorriso bobo no canto dos lábios.
Um ciclo infinito, de ternura e compaixão.

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