sábado, 11 de fevereiro de 2012

300

Ela sorria, não sabia o motivo mas sorria,
Por dentro passava um rio que desaguava em um penhasco sem saída.
Sozinha... Sem palavras ou gestos de carinho,
A ilusão era sua casa, só nela podia existir, só nela podia viver.
Estragando o que conseguia, com coisas banais, efêmeras, sem ganho algum.
De joelhos implorava misericórdia, pois o fardo que tinha era pesado.
Vendo coisas que não poderia ter, mas sorrindo por não ter coisa alguma.
Aprendendo a continuar sozinha... Sozinha?
Realmente está sozinha?
Não, nunca esteve. Só obedece o que lhe mandam fazer, como um cordeiro que vai para o matadouro.
Não pode dizer ou fazer nada, o destino já está traçado.
O que resta é esperar, confiar, não se entregar e principalmente aguentar firme, pois as pedras se tornam cada vez mais pesadas ao longo do caminho...
A armadura não irá aguentar por muito tempo, mas no final, o fogo consumirá tudo o que existe.
Os adversários estão sendo derrotados lentamente, com calma. Seu exército é pouco, mas não fraco.
Ela sorria, por que finalmente tudo iria terminar...



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