segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pinturas...

Te conheci em um dia cinza, o frio queimava minha pele.
Aquele outono foi negro, e falávamos de algo mais...
Sem saber me desfiz em duas...
Andei como um fantasma, que aparece e desaparece quando quer.
Tens olhos semelhantes aos da águia, deslumbrantes e ameaçadores,
E os mesmos se tornam frágeis como os de um cão, em sua serenidade.
Escuto um som tão agradável, como um piano tocando a sinfonia das fadas, consegue escutar?
Não vê mas dança ao compasso dos meus pés.
Quem me dera poder tirar o véu ao qual estou presa.
Quem me dera poder ter a honra de dançar uma última vez ao seu lado.
Quem me dera poder abrir seus olhos...
Me faço imóvel, calada e só, não tenho o direito...
Não sou digna sequer de te olhar, mas posso te proteger, irei continuar...

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