Você me ensinou coisas que não queria aprender.
Me fez sentir coisas que não queria sentir.
Agora todos choram com a sua bela criação.
Sinto medo ao te abraçar, isso em poucos segundos.
Suas unhas agora rasgam minha pele.
Suas palavras são piores do que espadas, pois tem dois fios.
Sorrisos já não são mais verdadeiros, pois sinto seu desprezo perante mim.
Seus olhos não refletem mais meu rosto, apenas o vazio que preenche sua triste alma.
Não me peça para estar onde nunca estive.
Não me peça para esquecer o que nunca aconteceu.
Este frasco contém seus piores medos e dúvidas.
Não se atreva a beber mais um gole, mas também não o quebre pois irá precisar um dia.
Te tornaste uma máquina, manipulada pelas mãos do homem sem saber.
O que existe agora são apenas olhares tristes e vazios, que ao se encontrarem, destroem tudo o que encontram pela frente.
São apenas sonhos transformados em versos, sonhos estes que poderiam se transformar em realidade.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Reach Out
Tudo o que restou foi seu sorriso...
Não fui capaz de te proteger,
Confiastes em mim, mas nada pude fazer!
Ainda estou aqui... Me deixe enxugar suas lágrimas agora, é o mínimo que minha alma pede.
Te darei minha energia e tempo, meus ouvidos, minha companhia...
O céu se ilumina com a lua e as estrelas, uma última dança. Um último suspiro.
Me abrace, me ame de novo, me conceda sua compreensão.
Não me deixe só, preciso de você, és tudo que tenho.
Suas lágrimas são as minhas. Seu corpo é meu corpo.
Imploro que volte, volte a estar perto, volte a fazer parte das minhas lembranças, da minha memória, por que nela, tudo o que restou foi seu sorriso.
Não fui capaz de te proteger,
Confiastes em mim, mas nada pude fazer!
Ainda estou aqui... Me deixe enxugar suas lágrimas agora, é o mínimo que minha alma pede.
Te darei minha energia e tempo, meus ouvidos, minha companhia...
O céu se ilumina com a lua e as estrelas, uma última dança. Um último suspiro.
Me abrace, me ame de novo, me conceda sua compreensão.
Não me deixe só, preciso de você, és tudo que tenho.
Suas lágrimas são as minhas. Seu corpo é meu corpo.
Imploro que volte, volte a estar perto, volte a fazer parte das minhas lembranças, da minha memória, por que nela, tudo o que restou foi seu sorriso.
Aurora Mutabilis
As lágrimas de arrependimento caem junto com meu corpo.
Meu orgulho me impede de lhe pedir perdão.
Basta uma faísca pra começar o incêndio e acabar de queimar a dor.
Correndo contra o tempo, tento abraçar para segurar a confiança.
Um holograma segura a minha mão. Um eco perturba meu sono. Uma luz me prende ao chão.
Um sonho ruim, mais um pesadelo que me persegue e some quando não quero.
Não me deixe ir...
Não me deixe te esquecer...
Segure minha mão e diga que está comigo, que tudo vai passar...
Se esconda me procurando.
Debaixo dessa árvore, vendo a calmaria do rio, me perco em lembranças que nos une.
Brincando de ser o que não eramos.
Não é muito o tempo que me resta, e a vontade vai sumindo com ele.
Me respire novamente.
Meu orgulho me impede de lhe pedir perdão.
Basta uma faísca pra começar o incêndio e acabar de queimar a dor.
Correndo contra o tempo, tento abraçar para segurar a confiança.
Um holograma segura a minha mão. Um eco perturba meu sono. Uma luz me prende ao chão.
Um sonho ruim, mais um pesadelo que me persegue e some quando não quero.
Não me deixe ir...
Não me deixe te esquecer...
Segure minha mão e diga que está comigo, que tudo vai passar...
Se esconda me procurando.
Debaixo dessa árvore, vendo a calmaria do rio, me perco em lembranças que nos une.
Brincando de ser o que não eramos.
Não é muito o tempo que me resta, e a vontade vai sumindo com ele.
Me respire novamente.
Tudo se tornou fatal...
As ondas estão se chocando, colidindo e destruindo tudo o que se formou com o tempo.
A tempestade não ajuda, só faz aumentar a confusão.
Os gritos podem ser ouvidos ao longe, esperando por um milagre.
A esperança já foi embora, mas a fé ainda tenta ficar de pé.
Todos dependem de uma palavra, um simples som, uma única ordem.
Tudo fica escuro, não há luz, as trevas já consumiram o que ali existia.
Com o olhar atento a tudo, sem poder me manisfestar, fico em silêncio.
Sentindo raiva, dor, sufoco... Como dói não poder ajudar. Ah! Como dói!
Prefiro fechar meus olhos a ter que sofrer mais. Não posso fazer nada.
A tempestade não ajuda, só faz aumentar a confusão.
Os gritos podem ser ouvidos ao longe, esperando por um milagre.
A esperança já foi embora, mas a fé ainda tenta ficar de pé.
Todos dependem de uma palavra, um simples som, uma única ordem.
Tudo fica escuro, não há luz, as trevas já consumiram o que ali existia.
Com o olhar atento a tudo, sem poder me manisfestar, fico em silêncio.
Sentindo raiva, dor, sufoco... Como dói não poder ajudar. Ah! Como dói!
Prefiro fechar meus olhos a ter que sofrer mais. Não posso fazer nada.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Promiscuidade
A luz queimava minha pele, procurei abrigo na sombra das árvores. Atônita admirava a beleza do lugar. Me sentia viva. O ar puro me invadia as narinas e a vontade de me libertar corria solta pelo meu corpo. De repente estava correndo a procura do desconhecido, fugindo de tudo e de todos. As folhas me cortavam a pele como se fossem facas. Aparentemente meus sentidos haviam ficado mais aguçados.
Lembro que a vi em um lago, quieta, mexendo na água. Não pude deixar de notá-la. Tinha longos cabelos pretos, pele extremamente branca e olhos verdes inquietantes. Sem querer cortei meu dedo em um espinho e o cheiro do sangue fez com que ela se virasse e viesse em minha direção. Não podia me mexer, seus olhos me prendiam no local. Ela levou meu dedo à sua boca e bebeu meu sangue cicatrizando o ferimento, depois sorriu, e caminhou por entre as folhas. Quando me recuperei do choque e fui agradecer, ela havia sumido. Tudo o que eu mais queria era sair dali. Tive a sensação de ser seguida enquanto saia do bosque. Com um sorriso prometi voltar.
Ainda sentia o calor na minha mão, e seu rosto não saia da minha memória. Aquilo foi real?
Lembro que a vi em um lago, quieta, mexendo na água. Não pude deixar de notá-la. Tinha longos cabelos pretos, pele extremamente branca e olhos verdes inquietantes. Sem querer cortei meu dedo em um espinho e o cheiro do sangue fez com que ela se virasse e viesse em minha direção. Não podia me mexer, seus olhos me prendiam no local. Ela levou meu dedo à sua boca e bebeu meu sangue cicatrizando o ferimento, depois sorriu, e caminhou por entre as folhas. Quando me recuperei do choque e fui agradecer, ela havia sumido. Tudo o que eu mais queria era sair dali. Tive a sensação de ser seguida enquanto saia do bosque. Com um sorriso prometi voltar.
Ainda sentia o calor na minha mão, e seu rosto não saia da minha memória. Aquilo foi real?
"O essencial é invisível aos olhos"
Meu corpo tremia, o suor descia frio e meu coração me fazia cansar.
O eco ao longe murmurava que já tinhas chegado.
Paralisei de medo e alegria. Um sorriso brotara.
Sendo meu desejo realizado, esperei a tarde cair.
Me atrevi a expiar-te.
Tu caíras em sono profundo. Era a imagem mais linda já observada desde os tempos antigos.
Ia me aproximar e ao seu lado deitar-me.
Porém, já havia alguém ao seu lado.
Deixei o pranto queimar-me.
O eco ao longe murmurava que já tinhas chegado.
Paralisei de medo e alegria. Um sorriso brotara.
Sendo meu desejo realizado, esperei a tarde cair.
Me atrevi a expiar-te.
Tu caíras em sono profundo. Era a imagem mais linda já observada desde os tempos antigos.
Ia me aproximar e ao seu lado deitar-me.
Porém, já havia alguém ao seu lado.
Deixei o pranto queimar-me.
"Última vez?"
Sem palavras para descrever o que senti na hora.
E por lágrimas somente descrevi.
No calor daquele abraço me deliciei até o último segundo.
Pude ouvir seu coração por mim bater uma última vez.
Por um instante pude me acalmar, mas uma lágrima teimou em cair junto do meu sorriso.
Seus olhos não entendiam o que acabara de acontecer, mas seu coração já sabendo enfraquecera naquele momento.
Sem palavras lhe disse, Adeus?
E por lágrimas somente descrevi.
No calor daquele abraço me deliciei até o último segundo.
Pude ouvir seu coração por mim bater uma última vez.
Por um instante pude me acalmar, mas uma lágrima teimou em cair junto do meu sorriso.
Seus olhos não entendiam o que acabara de acontecer, mas seu coração já sabendo enfraquecera naquele momento.
Sem palavras lhe disse, Adeus?
O perdão nunca está lá quando precisamos...
Vários copos na mesa, e o rádio ligado.
Pensando que certamente nada voltará.
Se eu saísse por essa porta e gritasse o quanto estou arrependida você voltaria?
Por certo o que eu ouviria seria nada.
Correndo até sua direção, enfrentando qualquer obstáculo.
vencendo o cansaço e a chuva só atrás de uma palavra.
Não sei onde isso vai parar, mas e se eu arriscar?
Eu clamei por seu nome, mas não apareceu.
Te olhei nos olhos e pedi perdão.
Me rasguei por inteira e nenhum som podia ser ouvido.
Tudo o que ouvi foi nada.
Pensando que certamente nada voltará.
Se eu saísse por essa porta e gritasse o quanto estou arrependida você voltaria?
Por certo o que eu ouviria seria nada.
Correndo até sua direção, enfrentando qualquer obstáculo.
vencendo o cansaço e a chuva só atrás de uma palavra.
Não sei onde isso vai parar, mas e se eu arriscar?
Eu clamei por seu nome, mas não apareceu.
Te olhei nos olhos e pedi perdão.
Me rasguei por inteira e nenhum som podia ser ouvido.
Tudo o que ouvi foi nada.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Luz sem gravidade
Os segundos vão passando...
Pessoas caminham apressadas para não se molharem com a chuva,
Um instante parece uma eternidade,
Todos procurando a perfeição sem resultados mútuos.
Tão logo o clima ficara ameno e frio,
As ruas se tornaram vazias e meus passos curtos.
Cansada de tudo, sentei na calçada e admirei a noite, todo silêncio se concentrara naquele local.
Meu casaco me aquecia, me camuflava.
Novamente a chuva começara, a água se misturava com minhas lágrimas.
Me senti em paz. Sentindo a água molhar meu corpo, me levantei e comecei a dançar, se pudesse ser verdade.
Terminei sorrindo e ouvindo os aplausos da chuva.
Éter
Poderia te chamar de monstro,
Uma simples criatura que no silêncio do meu quarto vem me atormentar.
Me conta histórias para dormir, histórias tristes e vazias.
Alimenta-me com falsos paradigmas a serem seguidos, no intuito de a uma ordem pertencer.
Reles tolo te tornaste.
Procurando vitimas para seu vil prazer. Esgueirando-se no caminho para não ser percebido.
Com uma palavra consegue penetrar no mais intimo dos pensamentos.
Quem és por detrás desta máscara?
Um simples jovem tomado pelo medo da solidão?
Tenho tantas perguntas a fazer-te.
Me procure novamente, mas não se sinta convidado a entrar.
Uma simples criatura que no silêncio do meu quarto vem me atormentar.
Me conta histórias para dormir, histórias tristes e vazias.
Alimenta-me com falsos paradigmas a serem seguidos, no intuito de a uma ordem pertencer.
Reles tolo te tornaste.
Procurando vitimas para seu vil prazer. Esgueirando-se no caminho para não ser percebido.
Com uma palavra consegue penetrar no mais intimo dos pensamentos.
Quem és por detrás desta máscara?
Um simples jovem tomado pelo medo da solidão?
Tenho tantas perguntas a fazer-te.
Me procure novamente, mas não se sinta convidado a entrar.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Me respire
A dor já fez morada na alma gélida.
O perdão se foi levando suas malas.
O sorriso falso brota com facilidade em meu rosto ingênuo.
Sensível e tão amarga quanto se possa imaginar.
Lindo desastre...
Podendo enganar até o mais simples sábio.
Tendo como lar as ruas vazias e a lua como abajur.
O perdão se foi levando suas malas.
O sorriso falso brota com facilidade em meu rosto ingênuo.
Sensível e tão amarga quanto se possa imaginar.
Lindo desastre...
Podendo enganar até o mais simples sábio.
Tendo como lar as ruas vazias e a lua como abajur.
Cinzas
Neste mesmo lugar te conheci.
Veio até mim de mansinho e quando menos esperava já estava presa.
Veio até mim de mansinho e quando menos esperava já estava presa.
Ainda lembro do seu jeito, da sua voz, dos seus olhos profundos...
Aquele dia era cinza.
Eu podia sentir sua pele tocando a minha, seu abraço quente me envolvendo.
Mas via suas lágrimas, e elas diziam que me amava, que não queriam que eu fosse.
Sua respiração foi ficando mais forte, e eu já não sabia o que dizer.
Promessas foram feitas aqui. Tudo selado com um beijo.
No final foi você que partiu primeiro, sem dizer adeus, me deixando este vazio.
Foi um dia cruel. A água se espalhava por todos os lugares. O céu chorava.
Sinto sua falta, falta dos seus olhos verdes, falta da sua mão na minha, falta do seu beijo e dos seus carinhos.
Quanto tempo faz? Você ainda lembra de mim?
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Pecado
Veneno és!
Infecta-me o sangue corroendo o que vê pela frente!
Seu olhar penetra meu espírito e faz morada em meu coração.
Me delicio com suas vontades e prazeres.
Me sentindo melhor e pior a cada gole.
Venha e me faça feliz!
Sabendo que vou estar no abismo quando acabar.
Quero aproveitar até o último instante.
Só prometa-me que não sentirei dor.
Infecta-me o sangue corroendo o que vê pela frente!
Seu olhar penetra meu espírito e faz morada em meu coração.
Me delicio com suas vontades e prazeres.
Me sentindo melhor e pior a cada gole.
Venha e me faça feliz!
Sabendo que vou estar no abismo quando acabar.
Quero aproveitar até o último instante.
Só prometa-me que não sentirei dor.
Changed
O mel daquela colméia já não é mais doce...
As abelhas agora produzem seu néctar amargo.
Ao meu redor as flores não exalam mais o seu perfume.
O vento já não é calmo como a brisa.
A paisagem continua a mesma.
O mesmo céu, o mesmo mar, o mesmo tédio.
À sombra das tuas asas me encontro perdida.
Visitarei novos reinos, novos mundos, novas galáxias.
Me desprendendo de tudo que me aprisiona.
Sabendo que mesmo assim irei voltar.
As abelhas agora produzem seu néctar amargo.
Ao meu redor as flores não exalam mais o seu perfume.
O vento já não é calmo como a brisa.
A paisagem continua a mesma.
O mesmo céu, o mesmo mar, o mesmo tédio.
À sombra das tuas asas me encontro perdida.
Visitarei novos reinos, novos mundos, novas galáxias.
Me desprendendo de tudo que me aprisiona.
Sabendo que mesmo assim irei voltar.
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