"O que você fez de mim?!"
Violenta como uma pedrada, e que fere em cheio a alegria,
essa frase repeti durante minha existência.
Ladra...
Devolva a minha vida...
Devolva a minha alma...
E por fim... Devolva a minha dor...
Acabo de entrar em um conflito.
Converso com as sombras das ruas:
- " Você está se machucando."
- "Pouco me importa que os espinhos firam" - Despedaça-me óh angústia! A partir de agora, chamo-me Desatino.
Paro e sento na calçada, depois de vários copos de vinho, deliro. Minha sombra passa a ser minha companhia.
- "Pelo visto, apesar de tudo ela ainda lhe dói muito."
- "Mais do que me doeria a morte mais lenta... Quem me dera se ao menos um pedido de desculpas aliviasse... Ah quem me dera."
- "Ah vamos... Doença de amor só se cura com outro."
-"Isso se ele não te mata antes"
Levanto-me...
-"Tem certeza de que você aguentará?"
Meu coração disparara, meus pulmões se comprimiram, meu fígado se dilatara, e meus olhos começaram a doer...
-"Não..."
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