terça-feira, 23 de novembro de 2010

Dualidade

Moram dentro de mim
Um anjo do Bem, da Luz
e um anjo sombrio,
sem amor, cheio de pesar e dor!

Vivem em eterna disputa:
um me incentiva à calma,
outro me impulsiona à luta...
Vence no final o que mais alto clama!

Sinto-me filha do Amor,
dileta, amada, em paz;
porém se a vida me traz a dor,
sinto-me desamparada, incapaz!

Sofro por causa dessa dualidade,
dessa luta sem fim que em mim se faz!
Sinto-me fora da realidade,
Buscando no infinito o que me apraz!

Sou toda agonia...
Mas sou filha da Luz...
Busco noite e dia,
teu amor, ó meigo Jesus!

Valentim Gentil


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