Uma...
Uma vida,
Uma voz,
Uma alma,
Uma respiração; Uma lágrima.
Um...
Um sorriso,
Um olhar,
Um abraço,
Um corpo,
Um coração; Um fim.
A...
A única,
A mais amada,
A desejada; A inconquistável.
O...
O destino,
O empasse,
O desejo,
O encontro; O medo.
Ela,
Motivo pela qual vivo...
Motivo pela qual choro...
Motivo pela qual sofro...
Motivo pela qual rio.
O desespero me envolve,
nesta dramática sensação de abandono,
Enquanto a razão me atinge, destruindo o meu ser.
Agora estou na escuridão,
Procurando intensamente por sua luz.
Infelizmente fostes embora,
Saistes da minha vida,
Mas só ficarei em paz,
Quando você voltar.
Esperarei noite e dia,
Horas, minutos e segundos,
Dias, meses e anos,
Porque sei que depois da tempestade,
sempre surgirá o sol.
São apenas sonhos transformados em versos, sonhos estes que poderiam se transformar em realidade.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Dualidade
Moram dentro de mim
Um anjo do Bem, da Luz
e um anjo sombrio,
sem amor, cheio de pesar e dor!
Vivem em eterna disputa:
um me incentiva à calma,
outro me impulsiona à luta...
Vence no final o que mais alto clama!
Sinto-me filha do Amor,
dileta, amada, em paz;
porém se a vida me traz a dor,
sinto-me desamparada, incapaz!
Sofro por causa dessa dualidade,
dessa luta sem fim que em mim se faz!
Sinto-me fora da realidade,
Buscando no infinito o que me apraz!
Sou toda agonia...
Mas sou filha da Luz...
Busco noite e dia,
teu amor, ó meigo Jesus!
Valentim Gentil
Um anjo do Bem, da Luz
e um anjo sombrio,
sem amor, cheio de pesar e dor!
Vivem em eterna disputa:
um me incentiva à calma,
outro me impulsiona à luta...
Vence no final o que mais alto clama!
Sinto-me filha do Amor,
dileta, amada, em paz;
porém se a vida me traz a dor,
sinto-me desamparada, incapaz!
Sofro por causa dessa dualidade,
dessa luta sem fim que em mim se faz!
Sinto-me fora da realidade,
Buscando no infinito o que me apraz!
Sou toda agonia...
Mas sou filha da Luz...
Busco noite e dia,
teu amor, ó meigo Jesus!
Valentim Gentil
O Duelo
CHARLES BAUDELAIRE
Dois inimigos se enfrentaram; suas armas
O ar tingiram de sangue e de ébrios esplendores.
Estes metais em duelo ecoam como alarmas
Da juventude exposta a impúberes amores.
O ar tingiram de sangue e de ébrios esplendores.
Estes metais em duelo ecoam como alarmas
Da juventude exposta a impúberes amores.
Foram-se os gládios! Como a nossa juventude,
Querida! Mas as unhas e os dentes afiados
Logo vingam a espada e a adaga falsa e rude.
Ó corações em fúria e pelo amor magoados!
Querida! Mas as unhas e os dentes afiados
Logo vingam a espada e a adaga falsa e rude.
Ó corações em fúria e pelo amor magoados!
Na ravina apinhada de onças e leopardos
Rolam os heróis, um a outro abraçado,
E sua pele há de fazer florir os cardos.
Rolam os heróis, um a outro abraçado,
E sua pele há de fazer florir os cardos.
- Pois este abismo é o inferno por tantos povoado!
Nele rolemos sem remorso, cruel parceira,
A fim de que o ódio nos aqueça a vida inteira!
Nele rolemos sem remorso, cruel parceira,
A fim de que o ódio nos aqueça a vida inteira!
Embriagado
CHARLES BAUDELAIRE
Ó deidade fatal, anjo das frias trevas,
Pomo de tentação, lindo corpo cigano,
Com perfumes de musgo e de tabaco havano,
Ó fausto feminil que em teus filtros me enlevas!
Pomo de tentação, lindo corpo cigano,
Com perfumes de musgo e de tabaco havano,
Ó fausto feminil que em teus filtros me enlevas!
Ao vinho de Constança, e ao ópio embriagante,
Eu prefiro o elixir da tua boca terna;
E no teu ígnio olhar, refrescante cisterna,
Mata a sede febril a minha dor crucidante.
Eu prefiro o elixir da tua boca terna;
E no teu ígnio olhar, refrescante cisterna,
Mata a sede febril a minha dor crucidante.
Nos olhos infernais, espelhos da tua alma,
Monstro sem coração! a chama viva acalma;
Repara que eu não sou um Estígio incansável...
Monstro sem coração! a chama viva acalma;
Repara que eu não sou um Estígio incansável...
Nem me é dado, ai de mim! megera libertina,
Para quebrar-te a força e a luxúria indomável,
No teu leito sensual tornar-me Proserpina!
Para quebrar-te a força e a luxúria indomável,
No teu leito sensual tornar-me Proserpina!
A dor
Vejo seus olhos castanhos,
Vejo o seu doce sorriso,
Porém, todos eles em minha mente.
Sinto a sua respiração se aproximando,
Sinto o seu toque sobre mim,
Sinto o meu fim chegando.
Perdi toda a consciência te amando...
Já não posso chamá-la de minha,
Mas meu coração continua sendo seu;
Deveria esperar o tempo passar?
Ou desistir de lutar por seu amor?
A raiva e o ódio dominaram o meu coração,
Sou um lobo solitário em busca de companhia,
Mas da sua...
Sou a noite,
Sou a sombra,
As trevas e a escuridão.
Tudo começa a desaparecer,
Lembranças somem,
Meus olhos se fecham,
Segundos, minutos e horas se misturam,
Ao acordar louca e embriagada por minhas lágrimas,
Lembro que tudo o que passou não foi um sonho,
Você realmente estava morta...
Morta em meu coração.
Vejo o seu doce sorriso,
Porém, todos eles em minha mente.
Sinto a sua respiração se aproximando,
Sinto o seu toque sobre mim,
Sinto o meu fim chegando.
Perdi toda a consciência te amando...
Já não posso chamá-la de minha,
Mas meu coração continua sendo seu;
Deveria esperar o tempo passar?
Ou desistir de lutar por seu amor?
A raiva e o ódio dominaram o meu coração,
Sou um lobo solitário em busca de companhia,
Mas da sua...
Sou a noite,
Sou a sombra,
As trevas e a escuridão.
Tudo começa a desaparecer,
Lembranças somem,
Meus olhos se fecham,
Segundos, minutos e horas se misturam,
Ao acordar louca e embriagada por minhas lágrimas,
Lembro que tudo o que passou não foi um sonho,
Você realmente estava morta...
Morta em meu coração.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Entre mentiras e verdades
Amizade...
Sempre quis saber se ela realmente existe ou é só o fruto da minha imaginação.
Nunca prestei para ser amiga de ninguém, pois sempre colocava meu coração em tudo que fazia.
Sempre fui fiel em tudo, ajudava quando precisavam, dava conselhos, estava junto em todas as estripulias, reclamava quando necessitavam, mas no final, tudo isso acabou, tudo, como se uma borracha houvesse sido passada em cima das lembranças, ou talvez elas nunca existiram...
Será que vocês fingiram o tempo todo?
Eu queria que existisse uma máquina do tempo só para voltar e começar do zero, já sabendo o que ia acontecer e concertar tudo.
Dei tudo de mim... Talvez esse tivesse sido o meu erro... Talvez confiança não seja uma coisa boa, você confia e no final sempre sai machucado, enganado, iludido, pensando que tudo estava bem, mas era o contrário, tudo estava sendo planejado pela suas costas, e você sem perceber caiu feito um patinho.
Tudo era perfeito, mas era só o que eles queriam; Me humilhavam, pisavam em cima de mim, xingavam e eu lá com eles nem ligando, protegia-os mesmo assim, mas este é o meu jeito, infelizmente, perdi toda a capacidade que eu tinha de confiar em alguém, não vou mais derramar lágrimas por gente que não merece.
Sempre quis saber se ela realmente existe ou é só o fruto da minha imaginação.
Nunca prestei para ser amiga de ninguém, pois sempre colocava meu coração em tudo que fazia.
Sempre fui fiel em tudo, ajudava quando precisavam, dava conselhos, estava junto em todas as estripulias, reclamava quando necessitavam, mas no final, tudo isso acabou, tudo, como se uma borracha houvesse sido passada em cima das lembranças, ou talvez elas nunca existiram...
Será que vocês fingiram o tempo todo?
Eu queria que existisse uma máquina do tempo só para voltar e começar do zero, já sabendo o que ia acontecer e concertar tudo.
Dei tudo de mim... Talvez esse tivesse sido o meu erro... Talvez confiança não seja uma coisa boa, você confia e no final sempre sai machucado, enganado, iludido, pensando que tudo estava bem, mas era o contrário, tudo estava sendo planejado pela suas costas, e você sem perceber caiu feito um patinho.
Tudo era perfeito, mas era só o que eles queriam; Me humilhavam, pisavam em cima de mim, xingavam e eu lá com eles nem ligando, protegia-os mesmo assim, mas este é o meu jeito, infelizmente, perdi toda a capacidade que eu tinha de confiar em alguém, não vou mais derramar lágrimas por gente que não merece.
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