domingo, 22 de abril de 2012

Saudade

Me pergunto, por quanto tempo o vento ainda vai me incomodar,
O tempo é tão escasso, e a tempestade não passa nunca,
As ondas batem nas pedras e podem me derrubar a qualquer momento,
Quanto tempo ainda falta? Contagem regressiva começando...
Estou enlouquecendo aos poucos sem você,
Como é difícil dizer adeus àquilo que nunca te deixa.
Quantos rios, lagos, e oceanos ainda precisarei chorar para que você volte?
Quando voltarei a sorrir?
Minhas lembranças ainda estão intactas, e as suas?
Sinto falta de tudo, até mesmo do nada, do que sempre foi, e nunca será.
Sinto falta das declarações, e das brigas, de tudo que me incomoda!
Essa dor nunca poderá ser entendida, nem por mortais ou  imortais,
Queria poder fechar meus olhos, mas estes nem mesmo tem o direito de piscar,
Ainda poderei te ver pela janela,
Onde sonhos podem se encontrar.


Alta Temperatura

Súbitos atos de loucura durante a noite, atravessam minha espinha de forma gélida,
Minha respiração descompassada acompanha as batidas do meu coração,
A rua mesmo vazia está cheia de corpos que me observam enquanto caminho tonta,
Tento gritar por socorro mas as palavras não saem,
Rasgando meu corpo em uma forma de encontrar-me melhor, apenas ameniza,
Minhas pernas parecem pilares de concreto, estou tão cansada, não aguento mais correr,
Por um segundo posso escutar um sussurro atrás de mim, tenho tanto medo de olhar pra trás,
Ainda tenho força suficiente para voltar pra casa,
E com um sorriso, eu ficarei bem.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Vamos brincar?

O Tabuleiro está em cima da mesa,
Mais uma partida me diverte,
As brancas começam, eliminando as pretas uma por uma, boa escolha,
Acho graça no seu sorriso frio, de quem acha que sabe de alguma coisa,
Sem que percebesse, minhas peças pretas eliminaram também as suas,
Seu exército está diminuindo... Porém ainda é maior que o meu...
Lá se foi meu cavalo, minha rainha e as torres, os bispos fugiram com medo dos milhares,
Que pena, só meu rei sobrara,
Oh não!
Cuidado, pode estar sendo enganado... Xeque-Mate!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Chuva

Mais uma noite em claro,
O desespero por estar só...
Lá fora há saudade que já se foi, e que ainda vai voltar para mais um anoitecer.
A chuva que já não molha...
O sol que já não brilha...
E esses estímulos que teimam em aparecer.
Até quando vou cair nas tuas garras?
Quando essa dor vai passar?
Quando poderei respirar?